segunda-feira, 9 de julho de 2012


Influência dos imigrantes

Por um vasto período de tempo a população brasileira era, em sua maior parte, composta por negros e mestiços. Mas com o fim da mão de obra escrava entre os séculos XIX e XX, a imigração europeia para o Brasil foi incentivada tanto para o povoamento territorial de regiões ainda nativas e alvo da cobiça dos países vizinhos, quanto para o trabalho em regime de colonato (semiassalariados). Apesar de o Brasil ser uma colônia portuguesa, quem chegou em maior número foram os italianos. Do sul de Minas Gerais até o Rio Grande do Sul, a população italiana foi se concentrando, principalmente em São Paulo.
Em relação à quantidade de imigrantes, logo atrás dos italianos vieram os portugueses e em seguida os alemães, que chegaram em um fluxo contínuo desde 1824. Os últimos se fixaram especialmente nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, deixando na população muitas de suas influências germânicas. Apesar de estarem em menor número, também chegaram no Brasil imigrantes da Espanha, do Japão, da Polônia, da Ucrânia, da França, da Holanda, do Líbano, da Coréia do Sul e da Suíça, esses últimos vindos em um movimento organizado contratado pelo governo brasileiro para se concentrarem no Rio de Janeiro.
Ao contrário do que aconteceu com os índios e africanos, os imigrantes europeus não tiveram problemas em manter e difundir a sua cultura no Brasil. Os que viviam em pequenas propriedades familiares mantinham seus costumes, sua língua e criavam no local uma espécie de cópia das terras que deixaram na Europa. Já os imigrantes que se fixaram nas grandes fazendas e centros urbanos rapidamente se integraram na sociedade brasileira, deixando de lado muitos aspectos de sua herança cultural.
O fato das culturas europeias não terem sido reprimidas fez com que, de maneira geral, a imigração da Europa e de outras regiões do mundo influenciasse em todos os aspectos a cultura brasileira. A culinária recebeu notável influência italiana, que transforou pratos típicos como a pizza em comida popular no Brasil. Os franceses deixaram grandes contribuições nas artes, os alemães na arquitetura e os imigrantes eslavos e os japoneses deixaram nas técnicas agrícolas.
Apesar dessa variedade de povos interessados no Brasil, a imigração de pessoas deixou de ser frequente a partir de 1970, quando os atrativos de terra boa para o plantio em fazendas brasileiras deixaram de existir com a forte industrialização e as novas oportunidades deixaram de ser interessantes para os povos. Porém, a entrada de imigrantes no Brasil continuou e englobou países como China, Bolívia, Colômbia, Peru e Paraguai. Com essa mudança e com o fortalecimento do processo emigratório, hoje o Brasil não recebe mais influência imigratória tão impactante como acontecia antigamente. Sua cultura miscigenada já possui suas características próprias, sendo em alguns aspectos, como na música e em festas populares, referência no mundo.

 Fonte: Portal online Wikipédia

segunda-feira, 2 de julho de 2012

História da música italiana


U M   P O U Q U I N H O  D A  H I S T Ó R I A  D A M Ú S I C A  I T A L I A N A
Os mais antigos documentos de composição musical da Europa são os Cantos Gregorianos, assim chamados por causa do pontifíce São Gregório que, no século VI, fixou os esquemas, reordenando os cânones e as regras já delineadas por Santo Ambrósio (Cantos Ambrosianos), arcebispo de Milão do século IV. 
Deve-se, todavia, a Guido d'Arezzo, no século XI, o primeiro exemplo de escrita musical no pentagrama e o nome das sete notas da harmonia: um invenção de alcance fundamental que permitiu transmitir o patrimônio musical através dos séculos. Os compositores italianos que inscreveram o seu nome no firmamento musical internacional são muitos. Entre outros, devem ser lembrados Giovanni Pierluigi da Palestrina, que compôs corais para as missas, das quais a mais célebre é a do Papa Marcello, considerada uma das obras primas da música de todos os tempos, Claudio Monteverdi, Alessandro Scarlatti, Geloramo Frescobaldi, Domenico Scarlatti, Antonio Vivaldi, Giovanni Paisiello, Luigi Boccherini, Niccolò Paganini (insuperável virtuose no violino), Luigi Cherubini. 
Muda o século e a música renova-se. Entre os principais protagonistas desta transformação figuram Ottorino Respighi, Gianfrancesco Malipiero, Alfredo Casella, até chegar à música de vanguarda, que tem em Luigi Dallapiccola e Goffredo Petrassi seus principais expoentes. 
O "Scala" de Milão levou seus espetáculos aos principais teatros de todo o mundo, tais como o Maior Musical Florentino, a Semana Musical de Siena, as Manifestações do Verão Romano, que são algumas das iniciativas que ainda hoje atraem críticos e público de todo o mundo. Na academia de Música Chigiana e em outras importantes instituições italianas, lecionam alguns dos mais célebres maestros internacionais, e deles saem todos os anos, solistas destinados a afirmar-se em nível mundial. Cantores, maestros, solistas italianos estiveram no passado e estão ainda hoje entre os mais famosos do mundo. Os nomes de Enrico Caruso, no passado, e de Luciano Pavarotti, atualmente, são apenas alguns entre os tantos aplaudidos, nos principais teatros do mundo. Ao fazer um panorama da Itália de hoje, não podemos esquecer que este país pequeno deu a maior e mais bela contribuição à Música, esta arte universal. 

Bella Ciao


A resistência contra as tropas de ocupação na Itália, na última fase da segunda guerra mundial, tinha uma série de músicas: Bella Ciao, uma canção tradicional, da qual não se conhece o autor, talvez um médico de Florença, mas nada foi comprovado sobre o assunto. A música  e uma exaltação a rebelião contra os invasores. Depois do final do conflito esta música se difundiu entre todos os movimentos revolucionários do mundo, que adaptaram com outras versões.

História da dança italiana



A Renascença, que começou na Itália em torno de 1300 e espalhou-se por quase toda a Europa, por volta de 1600, foi um período de grande desenvolvimento cultural. Na Itália, os nobres contratavam mestres de dança profissionais para criar espetáculos de corte que incluíam danças chamadas balli ou balletti. Compositores importantes compunham a música e artistas de grande talento, inclusive Leonardo da Vinci, criavam as roupas e efeitos especiais, para os membros da corte poderem oferecer espetáculos uns aos outros.
Catarina de Médicis, membro da família que governava Florença, na Itália, tornou-se rainha da França em 1547,e levou para a corte francesa a dança e os espetáculos italianos. Para um casamento real em 1581, Catarina contratou um grupo de artistas italianos para ir a Paris e criar o magnífico Balé Cômico da Rainha, que pode ser considerado a primeira forma de balé. Ela foi muito imitada em toda a Europa.
Além de produzir espetáculos, os mestres de dança ensinavam danças sociais à nobreza, como por exemplo a saltitante galharda, a solene pavana e a alegre volta. A dança tinha também um significado filosófico durante a Renascença: muitas pessoas acreditavam que a harmonia de movimentos da dança refletia a harmonia no governo, na natureza e no universo.
O Rei Luís XIV da França, que viveu de 1638 a 1715, incentivou muito o desenvolvimento do balé. Seu apoio às artes tornou a França, o centro cultural da Europa. Ele próprio dançou entusiasticamente, durante 20 anos, nos balés da corte. Um dos seus papéis favoritos, o de Apolo, deus grego do sol, deu-lhe o apelido famoso de "Rei Sol".
Em seu reinado, o balé veio a ter seus próprios intérpretes profissionais e a seguir um sistema formal de movimentos. Aos poucos, os bailarinos foram se transferindo da corte para ao teatro. O teatro tinha um arco de proscênio, que emoldurava o palco e os separava do público.